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Sonhos e Psicanálise

  • Foto do escritor: Victória Gomes
    Victória Gomes
  • 22 de abr.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de abr.

Quem nunca se perguntou o significado de um sonho?


Muitas vezes, quando ocorre um sonho intrigante, acordamos confusos e curiosos para entender o que aquilo significa. Algumas pessoas, mais motivadas por essa dúvida, procuram respostas em fontes externas, sejam elas místicas, religiosas ou crenças e saberes populares, que remetem a simbologias e representações diversas.


Nessa busca, acaba-se esquecendo de olhar para um lugar: o próprio eu. Talvez por achar que não faz sentido e parecer melhor procurar no exterior, talvez por medo de encarar algo indesejado, ou talvez por nem saber como parar para se ouvir. É comum negligenciar o conhecimento sobre si mesmo, transferindo para algo ou alguém um saber absoluto, que traga certeza e garantia sobre a realidade. Conformando-se com os dizeres alheios, rapidamente aquilo que antes era desconexo, é dado como solucionado.

Mas, nesse movimento, perde-se a pessoalidade da cena de um sonho: com ela se relaciona com as suas vivências? O que ela pode contar sobre desejos não realizados e traumas que demandam ser elaborados, para serem liquidados?


Cena surrealista com uma mulher dormindo em cama com colcha dourada e folhas. Acima, estrutura esquelética com flores e fundo nublado.
O Sonho, 1940 - Frida Kahlo

Para a psicanálise, o significado dos sonhos é sempre único. Não há um livro de respostas exatas que ditam a explicação para cada elemento, mas há uma história contada que precisa ser escutada e reverberada pelo próprio sonhador. Aquilo que parece não ter sentido, na verdade, pode revelar muito mais do que se imagina sobre a posição atual de uma pessoa, os seus receios e os padrões que se repetem na vida dela, convocando presença e atenção ao que se anuncia.


O sonho é um meio fértil, um momento em que o corpo finalmente para e dá tempo para que as experiências sejam vistas e percebidas. Quem sonha, conta uma história, um medo, uma repetição que não cessa e que insiste em ocorrer, para que seja elaborada rumo a um processo curativo.


“Quem quiser compreender o que é pensar deve entender o que é sonhar”.

– Christoph Türcke



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